sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Já dizia minha bisavó: "Quem é vivo sempre aparece"

Sim, estou viva. Aliás, vivíssima, o que é uma grande satisfação.
Sentir cada compasso do meu coração, o cheiro da flor que desabrocha, o gosto (sim, porque há) da água que bebo, o doce e o salgado, o sorriso e a sinceridade de uma ingênua criança, a paixão que destrói e em conseguinte constrói.

Não deixei e jamais deixaria de admirar Radiohead. Sumi por razões pessoais. Um trem simplesmente descarrilhou em minha trajetória, mas ao contrário do que afirma o cineasta Gaspar Noé em Irreversível, de que "tempo destrói tudo", comigo vem sendo diferente.
Claro, o tempo destrói mesmo, não descarto essa hipótese. Mas enquanto destrói uma vida, outra está para nascer.
Pela primeira vez meu pessimismo acabou sendo deixado para trás. E o tempo está sendo meu aliado mais precioso.

Ao contrário do que "alguém" me sugeriu tem algum tempo: de que esse blog estava mais parecendo uma seita doutrinadora, acredito que as músicas ou mesmo as emoções advindas dessas, devam sim ficar aqui registradas.
Afinal, minha reação espasmódica ao ouvir Radiohead não se dá por quase nenhuma outra banda. Não desmerecendo nenhuma de minha imensa lista.

Se é um álbum que não dou tanta atenção é Pablo Honey, não porque não gosto, até porque adoro. Mas sim pelo fato de que a genialidade desses caras, pelo menos para mim, vem sendo dada de forma linear. Pode parecer coisa de fã fanática, mas a cada álbum que surge fico mais fascinada e impressionada com o que esses caras conseguem fazer com uma simples escala de notas.

Vegetable me chamou atenção.

O silêncio, muitas vezes, falam por nós. As músicas também.
Prefiro-as.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Grand reopening

Como diria Lester Burnham: "It´s never too late to get it back".

Peixes Estranhos reaberto, a partir de agora. E vai com as feridas passadas mesmo.

O Radiohead deu alguns presentes para os desconhecidos que passam por aqui:









É isso. E vem mais, naturalmente. Só não se sabe o quê e quando...

domingo, 20 de janeiro de 2008

No alarms and no surprises


A heart that's full up like a landfill

A job that slowly kills you

Bruises that won't heal

You look so tired and unhappy

Bring down the government

They don't, they don't speak for us

I'll take a quiet life

A handshake of carbon monoxide

No alarms and no surprises

No alarms and no surprises

No alarms and no surprises

Silent, silent


This is my final fight, my final bellyache with

No alarms and no surprises

No alarms and no surprises

No alarms and no surprises please

Such a pretty house, such a pretty garden

No alarms and no surprises (let me out of here)

No alarms and no surprises (let me out of here)

No alarms and no surprises please (let me out of here)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Go Slowly - Radiohead - In Rainbows

Postei o som que faz parte do texto apesar do clipe não ser la grande coisa.Queria deixar aqui a indicação de um livro do mesmo autor de Quando Nietzsche Chorou.O nome do livro é A Cura de Schopenhauer.Nada melhor essa semana(pelo menos pra mim)pra se ler ouvindo radiocabeça!

Piras radiohedianas,radiofonicas,radiodilacerantes num dia de frustração qualquer!


Me agarrei a uma possibilidade edionda de felicidade reciproca que jamais existiu.Ou tera sido apenas devaneio de uma mente que delira solitaria por entre meandros de sua insensatez?Caminha tibueante num labirinto de duvidas onde se jamais conheceu evanescencia de tristeza alguma.E quão melhor seria se jamais tivesse acreditado em toda palavra vã que me foi lançada.Se tivesse ouvidos somente pra tudo que jamais foi dito,apenas lido.Palavras que sonhei carregar comigo num sono distante.Sou eu agora vivendo meus medos e solidões.Minhas incertezas abstratas.Quem dira de mim o que fui se sou eu mesmo tão absoluto em meus misterios?


over here

go slowly

come slowly to me

I've been waiting patient

patiently


Não pude ver alem do que meus olhos são capazes porque em algum momento o coração a mente cega.Acabo tremulo num horizonte de paisagens confusas,distorcidas.Hoje respiro ares de naftalina num lugar que chamo casa.Um enorme vazio me preenche e assim sigo sorrindo como quem sonha qualquer coisa ludica pra se sonhar.Uma simples obrigação a qual me imponho.Sonhar se sonha pra que ainda haja vida acordado.Tão imprescindivel quanto a mecanica de se inalar esse oxigenio infeccto-contagioso.É onde surgem medos e delirios e extase numa aglutinação catarsica.Vivo as coisas do mundo da minha propria maneira de pensar.E as melodias dilacerantes continuamente regurgitam sua autocomiseração e lamuria enquanto durmo.Não estou livre dos meus pecados nesse fugaz tempo em que podemos nos esconder da realidade funesta.Todavia,é ali onde melhor consigo combater o que ha de pior em mim.Sou eu mesmo minha especie de inimigo intimo numa luta intermitente.Quem dira de mim o que sou se todos nos permanecemos como nosso maior misterio?Me de uma chave que me leve a uma saida.


that there's a way out

that there's a way out

that there's a way out


Sim ha uma saida e eu ei de conhece-la.Nem que seja o frio e escuro anseio da morte.Eu ei de conhece-la.Sentiremos então a liberdade de ser parte indubitavelmente de tudo aquilo que é vivo?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Vou deixar um link ai pra galera dar uma olhada.

http://www.radiohead.com/deadairspace/

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Radiohead - Let Down

and one day,I'm gonna grow wings....


Estou perdido em meio a frenesi de transeuntes absortos em seus redemoinhos de obsessões.Símios exultantes passam por mim transbordando sonhos simiescos,balbuciam em bando,com seus escassos gestos afetados que a mim nada elucida.Seus carros,motos,onibus,
parias sem vida de uma inteligencia inescrupulosa,passam por mim e me desperta a curiosidade acerca de seus ocupantes.Que perturbações estariam levando consigo em suas mentes aqueles jovens avidos por uma dose mais de suas sensações frivolas?Perdidos entre ruas e avenidas confusos e desvairados num anseio vão.Haveria ali dentro do sistema limbico um tormento,uma duvida,uma hesitação?Ou seriam apenas desejos compulsorios de uma felicidade fragmentada?E essa mesma "felicidade" não é ela agente de tais perturbações?
Desapontados idosos esmagados como insetos por um amor que ja morreu.Eu os vejo jogando xadrez no banco de uma praça,compenetrados numa estrategia antiga.Sorriem entre eles naquele momento fugaz.A estrategia de seu xadrez é se desvencilhar de sua condição funesta.Ame seus filhos e seja tudo pra eles,ate que se tornem maquinas programadas por um sistema consumista de mundo onde você velho,não se encaixa.U are a misfitis!

Transport, motorways and tramlines
Starting and then stopping
Taking off and landing
The emptiest of feelings
Disappointed people clinging on to bottles
And when it comes it's so so disappointing
Let down and hanging around
Crushed like a bug in the ground

Quando se é velho se é tambem mais sentimental.Assim são meus amigos saudosistas.Assim são os outros velhos da Praça da Republica.Amigos de um dia numa fila de banco para aposentados,amigos de longa data num velorio de outro,deconhecidos que vem e vão e desejam simplesmente bom dia.Num singelo sorriso encontramos nosso paliativo.Sorriam para os velhos.Nos adoramos,eu lhe garanto.Ah o sorriso candido das crianças!Tranco-os sempre na memoria como num cofre.
Idosos.O que ha em comum alem dos anos que nos pesam nas costas?A solidão dilacerante.São eles,os velhos e solitarios jogadores de xadrez frequentando um mesmo lugar.

Shell smashed, juices flowing
Wings twitch, legs are going
Don't get sentimental
It always ends up drivel

Quando exilados de seus tão adoraveis filhos naqueles asilos exalando a latrina,com suas paredes de um branco bolorado,tintas descascadas,moveis tão antigos quanto nós.Mobilia usada ate mesmo por nossos avós.Ironia e solidão olham-se como cumplices, de mãos dadas sentadas numa poltrona puida.Tera sido eu um filho ou neto abstido,recluso?Que mereço eu então.Que poderia eu dizer se fui aquilo que agora condeno?Mas não,fui eu tão amavel com minha familia que herdei a piedade dos que me cercam.Amor e piedade são como irmãos,brincam a se esconder no misterio das coisas.Não me preocupo com essa incerteza que é um pouco demais para mim.Vivo a companhia dos meus velhos amigos taxistas que
sentam-se ali na praça do centro,a Praça da Rebuplica,reduto dos sexagenarios.Ainda somos jovens perspicazes alimentando nossas crenças.Todos nós ali somos jovens sexagenarios viuvos e não fomos desprezados por nossos filhos.Sou porta voz daquilo que vejo por outras paisagens calidas.Gritos sufocados numa ausencia das manhãs de domingo.
As musicas espetaculares que ja ouvi.Essa mistica sensação arrebatadora contida nas melodias.Isso é uma catarse que mantem muitos apaixonado pela vida.Um dia morrerei ciente de que fui o que gostaria de ter sido dentro de minha idiossincrasia.Convicto de que ouvi as melhores canções que alguns lunaticos desse mundo poderiam produzir.Sera mais louco aquele que ouve ou aquele que faz a musica?Não me importa.Porque aquele que faz morre,aquele que ouve idem.Mas toda a obra permanece.

One day I'm going to grow wings
A chemical reaction
Hysterical and useless
Hysterical and ...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Radiohead - Scotch Mist

Ta ai uma coisa VERDADEIRAMENTE MASSA DE SE VER....a musica de abertura da nome a esse blog....Radiocabeça e todas as canções de In Rainbows parte um...vale a pena demais!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Radiohead - PART 1 - Acoustic Live Arte'S Music Planet2

E de onde mais poderia vir uma noite num lugar tão massa?França,é claro!Radiohead acustico!