Há algo de muito sedutor nessa versão de Scatterbrain anterior ao Hail to the Thief.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
I am a wicked child
Por muito tempo, considerei este blog um monumento à vergonha de ter feito o que fiz com uma pessoa muito querida.
Quando se chega à constatação de que um "I´m sorry, really, really sorry" é não só impossível como também inócuo, o que deve ser feito?
Talvez seja bom, talvez não. Mas devemos olhar o fantasma, a culpa, nos olhos, e viver. Sem esquecer, mas sem deixar de viver. Why not? Não é incompatível.
Quando se chega à constatação de que um "I´m sorry, really, really sorry" é não só impossível como também inócuo, o que deve ser feito?
Talvez seja bom, talvez não. Mas devemos olhar o fantasma, a culpa, nos olhos, e viver. Sem esquecer, mas sem deixar de viver. Why not? Não é incompatível.
I Will (LA version) - ao vivo no Porto
A mais brilhante versão de I Will que encontrei.
Convenhamos, por que eles não deixaram a "LA" no álbum? Ela, estúdio:
Convenhamos, por que eles não deixaram a "LA" no álbum? Ela, estúdio:
terça-feira, 22 de junho de 2010
Quando me olho...

Quando olho pra mim não me vejo.
É qualquer outra coisa amorfa.
Uma interpretação simulada que se contradiz.
A boca seca num anseio lacônico.
Tão perfeito me é longe de mim.
Passos tremulos num pavimento de ideias etereas.
Meus musculos doem cansados do ócio que lhes imponho.
Quando olho pra mim.
Um futuro enrrugado e repleto de uma fé errônea.
Angustia vívida demoradamente sentida.
Quando olho pra mim tranco me.
Fatigado pelo esforço de ouvir um vazio absoluto.
O silencio apavorante como uma comichão por dentro.
Uma frase cristalina de quem ignora o próprio destino.
Esforço de ensinar ao olhos não perder se na escuridão e
na ausência de si mesmo.
Alma de quem vive a sorte incerta.
Demorar se numa prece que já não me faz sentido.
Quando me olho,hesito.
Quando me vejo,duvido.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Backdrifts
Recue, recue
Não se entregue.
Não seja tão pequeno,
Seu corpo está delgado.
Não se deixe ser levado pelo vento,
Há evidências por todos os lados;
Não desita tão fácil,
Tente.
Backdrifts
We're rotten fruit
We're damaged goods
What the hell, we've got nothing more to lose
One gust and we will probably crumble
We're backdrifters
This far but no further
I'm hanging off a branch
I'm teetering on the brink
Oh honey sweet
So full of sleep
I'm backsliding
You fell into our arms
You fell into our arms
We tried but there was nothing we could do
Nothing we could do
All evidence has been buried
All tapes have been erased
But your footsteps give you away
So you're backtracking
Ah ah ah
You fell into our arms
You fell into our arms
We tried but there was nothing we could do
Nothing we could do
You fell into our, ah
You fell into a
We're rotten fruit
We're damaged goods
What the hell, we've got nothing more to lose
One gust and we will probably crumble
We're backdrifters
Não se entregue.
Não seja tão pequeno,
Seu corpo está delgado.
Não se deixe ser levado pelo vento,
Há evidências por todos os lados;
Não desita tão fácil,
Tente.
Backdrifts
We're rotten fruit
We're damaged goods
What the hell, we've got nothing more to lose
One gust and we will probably crumble
We're backdrifters
This far but no further
I'm hanging off a branch
I'm teetering on the brink
Oh honey sweet
So full of sleep
I'm backsliding
You fell into our arms
You fell into our arms
We tried but there was nothing we could do
Nothing we could do
All evidence has been buried
All tapes have been erased
But your footsteps give you away
So you're backtracking
Ah ah ah
You fell into our arms
You fell into our arms
We tried but there was nothing we could do
Nothing we could do
You fell into our, ah
You fell into a
We're rotten fruit
We're damaged goods
What the hell, we've got nothing more to lose
One gust and we will probably crumble
We're backdrifters
terça-feira, 14 de abril de 2009
Gap
Há um espaço onde eu termino e você começa. Há um espaço onde termina a interpretação e começa o objeto. E há um pequeno espaço entre mim e o eu-lírico de Where I End and You Begin.
Onde eu termino e você começa há um espaço, uma lacuna, um buraco. Há uma barreira que me impede de tocá-la e de evitar amá-la. Você está quase ao meu alcance, quase. Eu te vejo, observo teus atos, esmiúço teus detalhes. E quando prendo meus olhos aos teus, estou nas nuvens.
Há tempo para evitar o meu fim e o seu começo? Não houve tempo para Thom. Ele foi deixado pra trás, sozinho, enquanto sua vida desmoronava no mar. Thom perdeu o sentido da temporalidade. Ele vê novamente os minutos caindo num instante como grãos em uma ampulheta. Ele vê os milhões de anos disso tudo passando como um raio. Thom está fora do tempo, sua existência não existe. Ele vive tanto quanto um fóssil, o fóssil viveu, Thom viveu, o fóssil vive, qual a diferença entre Thom e um dinossauro?
Eu sou diferente do dinossauro. Eu estou nas nuvens. As nuvens são tudo, as nuvens são eu e você e tudo o mais, o mundo à nossa volta. As nuvens são a realidade da dor e a fantasia do prazer. Eu não consigo me livrar das nuvens. Eu não quero me livrar das nuvens.
O que há no espaço entre a minha experiência que começa e a de Thom, que termina? Essa coisa que queima e se instala em todas as mentes. Essa coisa que nos come inteiros, vivos. Esse desejo mais profundo individualmente personalizado na figura de uma outra pessoa, da qual não mais conseguimos desviar o olhar, as mãos, a boca, o sexo. Essa ilusão enraizada na mais profunda essência dos animais que copulam, essa ilusão que se apodera de nós e nos faz dizer a verdade quando realmente a sentimos, olho no olho, eu te adoro, eu te amo, eu preciso de você.
Onde eu termino e você começa há um espaço, uma lacuna, um buraco. Há uma barreira que me impede de tocá-la e de evitar amá-la. Você está quase ao meu alcance, quase. Eu te vejo, observo teus atos, esmiúço teus detalhes. E quando prendo meus olhos aos teus, estou nas nuvens.
Há tempo para evitar o meu fim e o seu começo? Não houve tempo para Thom. Ele foi deixado pra trás, sozinho, enquanto sua vida desmoronava no mar. Thom perdeu o sentido da temporalidade. Ele vê novamente os minutos caindo num instante como grãos em uma ampulheta. Ele vê os milhões de anos disso tudo passando como um raio. Thom está fora do tempo, sua existência não existe. Ele vive tanto quanto um fóssil, o fóssil viveu, Thom viveu, o fóssil vive, qual a diferença entre Thom e um dinossauro?
Eu sou diferente do dinossauro. Eu estou nas nuvens. As nuvens são tudo, as nuvens são eu e você e tudo o mais, o mundo à nossa volta. As nuvens são a realidade da dor e a fantasia do prazer. Eu não consigo me livrar das nuvens. Eu não quero me livrar das nuvens.
O que há no espaço entre a minha experiência que começa e a de Thom, que termina? Essa coisa que queima e se instala em todas as mentes. Essa coisa que nos come inteiros, vivos. Esse desejo mais profundo individualmente personalizado na figura de uma outra pessoa, da qual não mais conseguimos desviar o olhar, as mãos, a boca, o sexo. Essa ilusão enraizada na mais profunda essência dos animais que copulam, essa ilusão que se apodera de nós e nos faz dizer a verdade quando realmente a sentimos, olho no olho, eu te adoro, eu te amo, eu preciso de você.
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