quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Radiohead - Ok Computer


Track Listing:

01 - Airbag
02 - Paranoid Android
03 - Subterranean Homesick Alien
04 - Exit Music (For A Film)
05 - Let Down
06 - Karma Police
07 - Fitter Happier
08 - Electioneering
09 - Climbing Up The Walls
10 - No Surprises
11 - Lucky
12 - The Tourist

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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

CHOKE - Official Trailer

Radiohead faz trilha sonora para o filme Choke.

A banda inglesa se engajou no novo projeto de Chuck Palahniuk, uma adaptação cinematográfica do livro Choke, lançado como O Sufoco no Brasil.

Chuck contou à BBC6 que escreveu o livro ao som de Pablo Honey - disco de estréia do Radiohead.

Ao saber disso, a banda se interessou em participar da produção da trilha sonora do filme. A idéia inicial do autor era a de que a banda criasse uma música para tocar nos créditos finais do longa-metragem. Mas, felizmente a banda fez a maioria das músicas ambientes de Choke.

O elenco do filme conta com Clark Gregg (de CSI e The Shield) Sam Rockwell (Confissões de uma Mente Perigosa), Anjelica Huston (Viagem a Darjeeling) e Kelly Macdonald (Onde os Fracos Não Têm Vez).

A estréia do longa rola no dia 26 de setembro na Inglaterra. Já no Brasil, ainda não há data prevista.

Chuck Palahniuk é autor do filme O Clube da Luta (Fight Club), de 1999, estrelado por Edward Norton e Brad Pitt.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Up on the ladder to call out the pain...


Alma triste a murchar jaz num canto, segurando sua xícara de café fumegante com mãos tremulas num anseio de bater de asas.Veste-se de luto e apaga a chama.Horas longas e vazias a desmanchar-se.Observo esse olhar tribulado de quem vai em desalento, a viver num crepúsculo de eterno silencio.Lábios secos e a febre a formigar-lhe o corpo.Paisagens serenas de quase sonolência.
Sou uma presença que não se ve embora as vezes se sinta.Trago sempre lagrimas comigo a deixar como rastro.La fora,as ruas entupidas com suas multidões de gente ordinaria.Com suas palavras sujas em conversa sussurrada.Observo misericordiosamente o misterio de ser humano.

I'm stuck in the tardis
Trapped in upper space
One minute snake charming
The next step i'm unlucky

Sempre que me permito, acabo por emudecer ao experimetar a enfermidade das sensações.Em mim não ha alegria nem tristeza.Nem haveria de ter.Aquilo que define quem somos.
Capto um pensamento: "Todas as verdades como imagem do mundo."
É a mulher jovem a contemplar hipnoticamente seu cafe,como se coubesse ali todas as respostas em torvelinho.Sinto uma necessidade,que é quase um onda morna, de toque,uma carencia de saliva,de advinhação,da proteção de um abraço.Nada disso me pertence.Sou eu o algoz com minha curiosidade excessiva.Cumpro meu destino sem comiseração nem julgamentos.
"Como suportar a ferida aspera? A palavra amorosa que ha de morrer em câncer?"
E ela sorve seu café absorta,despedaçando a esperança implicita ate que seja tudo fragmento.

All the right moves in
In the right places
Watch me dance
I'm a puppet
You can almost
See the strings

Chove.Tento não ouvir a turbulência de suas inquietações preso ao tiritar das gotas na janela.E no final de duas horas,de ti só haverá lembrança.

Gimme an answer
Gimme a line
I've been climbing up this ladder
I've been wasting my time
Up on the ladder of our time to escape
Up on the ladder we wait for your mistake
Up on the ladder to call out the pain
Up on the ladder you're all the fucking same

cenarios radiohedianos 2 ...





domingo, 31 de agosto de 2008


Depois de 6 meses, o Radiohead anunciou no último dia 11.08 o resultado da competição para a criação de um vídeo em animação para uma música do último álbum, In Rainbows.

Em vez de 1 vencedor, foram 4. As músicas que receberam clipe foram: 15 Step, Videotape, Reckoner (que tem rodado o Youtube com uma cover feita pelo Gnarls Barkley) e Weird Fishes/Arpeggi.

O prêmio para o vencedor era de 10 mil dólares pagos pelo aniBoom. O Radiohead assumiu os outros 30 mil.Pode-se acompanhar os vídeos de todas as fases na pagina especial do concurso:

http://www.aniboom.com/radiohead/

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

nemorívago...


Cai subitamente de um galho enquanto sonhava uma esperança tácita em mim.Pouco a pouco emerge a lembrança de uma suposta tristeza,a mesma que supunha ser o resultado de existir por assim dizer,como pedras sobrepostas.Sinto o pânico no ruído de um relógio.Fecho os olhos lânguidos a sentir uma náusea que é quase um cansaço antecipado de tudo.
Febril.A moça que segura o guarda-chuva a espera do funeral.Persianas entreabertas de uma casa de veraneio ao fundo.Não ouço ali a soma de todas as ilusões em desalento.Nem a alegria de haver quem não se cansa.Apenas esse tiritar incessante do tempo a ser cronometrado.Um mecanismo sórdido criado por mãos sôfregas.Lamento por motivo nenhum.Lamento por essa mesma ausência de motivo.E sou assim motivada a lamentar.Com meus sonhos encadernados lacrados em minha mochila.Tudo quanto se diz em mim mesma nada traduz.Sou um universo em desencanto.
Soturna,voluvel,alheia,dissimulada.Vivo o sossego absoluto deste pequeno simulacro de sensações sutis.
A marcha fúnebre se aproxima.Fico tensa.Que poderia eu querer de mim mesma ou do mundo?Parece sempre tão excessivamente calmo aqui que chego a sentir falta de um desconforto.Fico tensa. recordações de uma garoa fria,uma garotinha de cabelos loiros corria por entre poças numa rua onde o destino era uma ideia confortável .Aleias de frondosas árvores a margear o caminho.Existia um sorriso que não reconheço como humanamente possível.Ora mas o que poderia dizer daquilo que não conheço senão que minha inquietação é um anseio sem importância nenhuma.
Todas essas pessoas vestidas com seus casacos pretos caminhando introspectivas.Passos lentos a respirar em estertores,pisam em folhas secas e evitam as poças d'agua.Começo a rir num frenesi que é como o fantasma de todas as situações absurdas que sempre se sucedem.
Sou eu o espectro notivago a vagar pelo bosque,vestida com meu manto reluzente de ostracismo.Passa o funeral,com toda a corja morbida de seres pusilânimes,olhares chorosos e enternecidos.Solicitude dos falsos amigos.A mesma sensação repetida das diversas repetições amiúde.Tem perfume de flores.Eflúvio de um anuncio antecipado de morte.
O libertar tardio de asas numa penumbra insipida,odor mefitico dos corpos ao redor.Sou eu,a moça a segurar o guarda-chuva num eterno ver passar.Presa em mim mesmo feneço nessa letargia hemorragica.Fiz lucida escolha.

"Jigsaw falling into place
There is nothing to explain
Regard each other as you pass
She looks back, you look back
Not just once, not just twice

Wish away the nightmare
Wish away the nightmare
You've got a light, you can feel it on your back
A light, you can feel it on your back
Jigsaws falling into place"

domingo, 17 de agosto de 2008

I may be paranoid, but not an android


Please could you stop the noise, I'm trying to get some rest
From all the unborn chicken voices in my head
What's that...? (I may be paranoid, but not an android)
What's that...? (I may be paranoid, but not an android)

When I am king, you will be first against the wall
With your opinion which is of no consequence at all
What's that...? (I may be paranoid, but no android)
What's that...? (I may be paranoid, but no android)

Ambition makes you look pretty ugly
Kicking and squealing gucci little piggy
You don't remember
You don't remember
Why don't you remember my name?
Off with his head, man
Off with his head, man
Why don't you remember my name?
I guess he does....

A vida queima lentamente, sem filtros, sem atenuantes.É bruta,cancerigena.Regada a whisky,adrenalina e todos os monoxidos.Sudorese dos amantes de uma vicissitude ébria,exclusivo odor rançoso que ainda resta.Olho para um quarto que não conheço,deitado numa cama fria como a sentir a morte num cadafalso.Medo dessas coisas luridas que tenho atraido.Todas situações morbidas e inquietantes a qual me lanço, foram só porque escolhi um caminho traçado a esmo na escuridão de um cego titubeante? Ando por entre ruinas de uma quase vida,escombros de uma verdade calida.Uma busca continua em me sentir ninguem.É quase uma liberdade para viver da sua propria forma.Uma catarse forjada, a minha.Mentiras vestidas em indumentaria de seda.Porque perfidia desse meu subjetivismo emprestado me diz : a redenção da liberdade vem atraves de uma vida baseada na razão.Sentimentos destroem.Ah,o que seria de mim sem essas verdades contestaveis que se compram numa banca de jornal, numa esquina boçal de uma avenida paulista qualquer.
Homem livido me vendeu,demasiados trejeitos femininos,uma maneira calma e ofegante de pronunciar palavras roucas.Como se estivesse a ler pausadamente um quadro negro.Parecia surpreso, a refletir naquilo que dizia buscava saber se eram verdadeiros pensamentos seus ou tão somente os memes a boiar no subconsciente, sempre a propagar-se pelas mentes afora.Quiçá fosse apenas esse continuo vitral esfumaçado de erva a ofuscar meus olhos.Dissimula minha realidade sinestesica com suas cores surrealistas.
Sou o intruso nessa vida vazia de duas pessoas que não conheço.Minto.A vida vazia não pertence a eles, mas a mim.A culpa mutua estampada em seus olhares cinicos, dedos acusadores apontados um para o outro,as eternas palavras cuspidas como farpas.Injurias.Continuo a ser intruso pelo tempo necessario."Ate que a morte nos separe".Indubitavelmente,prefiro ser o primeiro.
Recinto cheira a sexo.Não pago,mas a sensação que me sobra se equivale.Não seguro,porem pior pesadelo nem seria venereo.Uma criatura de sentimentos confusos jaz ao meu lado.Pobre titere a rastejar pelos becos.Cabelos castanhos,encaracolados e descuidados.Não ha espaços para zelos.A pele ressecada,cor de ceramica de suas costas cadavericas,as omoplatas que sobressaem.Vislumbro suas costelas proeminentes e me lembro de que ha lugares que não posso frequentar.Lembrança a soar mais como aviso.Em verdade,eu não deveria deixar me levar tanto por essa inquietação a girar em torvelinho.Foda-se essa merda, suponho que seria sensato dizer.Provo o gosto dessa pronuncia e tudo continua exatamente o mesmo.Minha sensatez é insossa.Gostaria sinceramente de elucidar minha propria charada.Essa que vivo a engendrar todos os dias.
Que solução resta?
Frequentemente acossado pelas duvidas que me atormentam.Seria tão mais simples se não mantivesse a mente opaca..."mantenha sempre as portas abertas, guri".
Falto novamente uma manha de sabado no trabalho.Quantas ja foram pelos mesmos futeis motivos.Companhia frivola,efemera de um alguem qualquer que nada acrescenta.Mais uma alma em conflito consigo mesma.Observo a essencia sorrateira que se esconde como reais motivos.Sou como um imã a atrair o que ha de pior.
Preciso voltar a dormir.A calma do sonho que afaga.
O que sera de mim apos essa manha ainda é duvida.Sobreviva ao seu destino pra que possa entende-lo.Folha em branco e uma caneta.Tudo o que preciso pra redigir essa historia.Dar a ela um novo sentido paranoico.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Grrrrrrrrrrrrrrrrrrr

Esses dias resolvi fuçar a futura e especulativa programação do próximo Tim Festival - Claro, sempre ansiosa com a possibilidade de encontrar "Radiohead: confirmado", mas me parece que o povo já desacreditou que a banda possa vir esse ano (ou outros) pra terra dos tupiniquins...

Tava lá, a diretora do festival Monique Gardenberg dizendo que não desiste da banda, mas que o empresário do Radiocabeçola nem pensa em América do Sul para 2008. Grrrrrrrr... Até Lúcio Ribeiro - rapaz dos grandes lances e acertos em festivais, apostou num SIM, mas com um XI entre parênteses...

Isso tudo me remete àquela frase clichê e nacionalista que tanto conhecemos: Sou brasileiro e não desisto nunca. Milhões de Grrrrrrrrrrrrrr...

Como sou demasiadamente pessimista, já deixo minha opinião de antemão:
Não vai ser dessa vez!